terça-feira, 20 de outubro de 2009

Uma faixa do meu lado B

Depois da overdose do fino do brega, fui lembrando de músicas que gosto, que nem sempre fazem a cabeça de outras pessoas. Pra começo, me amarro em Roupa Nova. Sim. Ir ao shopping em voltar com várias sacolas e de ouvir os caras. É só começar os acordes de Dona que eu aumento o som. E é assim com várias outras. Começo, meio e fim, sapato velho, coração pirata, anjo... Pra mim, sempre foi poesia pura!

Poesia me encanta. E letra de música pode ser pura poesia.Mas arte e vida são coisas muito diferentes. Como sempre, minhas opiniões são distorcidas e refletem  (óbvio) o que penso, então, lá vai. a maioria das músicas que embalaram as minhas fossas eram cantadas por homens. Eles sempre foram os sofredores. As mulheres sempre pensavam em seduzir ou em recomeçar.

Exemplos: Phil Collins
  •  Do you remember: Eu te amo mas não posso mais aguentar, há um olhar em seus olhos que não consigo descrever...
  •  Take a look at me now: Olhe para mim agora, há apenas um lugar vazio. E você voltar pra mim é       totalmente improvável, tenho que encarar este fato.
  •  Separate Lives: Talvez um dia eu possa olhar nos seu olhos, mas por agora, continuaremos vivendo vidas separadas
Meus queridos: U2
  •  With or without you: Não posso viver com ou sem você
  •  One: Você não me deu nada e agora isso é tudo o que tenho
  •  Crumbs from your table: Você fala sobre sinais e maravilhas, eu preciso de algo mais. Eu acreditaria se eu fosse capaz, mas estou esperando pelas migalhas da sua mesa.
 Paralamas do Sucesso:
  • Lanterna dos afogados: Eu tô na lanterna dos afogados, eu tô te esperando, vê se não vai demorar.
  • Cuide bem do seu amor:  Palavras duras em voz de veludo e tudo muda, adeus velho mundo - há um segundo tudo estava em paz.
  • Romance ideal: Não pedi que ela ficasse, ela sabe que na volta ainda vou estar aqui.
Titãs:
  • Porque eu sei que é amor: Porque eu sei que é amor, mesmo que você tenha que partir o amor não há de ir.
  • Pra você ficar: hoje eu não vou sair, hoje a dor não vai passar, hoje a chuva vai cair.
  • Antes de você: Não me lembro como eu era antes de você.

Perguntinha de português: Quem é o eu-lírico das frases acima????

Mais do mesmo

Depois do post passado, fiquei lembrando de outros clássicos do brega...

Essa é uma música bem escrita. Roberto e Erasmo, com música bem trabalhada... é dá pra sofrer com ela.. Aí vai: "Eu já nem me lembro quanto tempo faz, mas eu não me esqueço que te amei demais pois nem mesmo o tempo não consegui fazer esquecer você, não. Fomos tudo aquilo que se pode ser, meu amor foi mais do que pode crer e nem mesmo o tempo conseguiu fazer esquecer você". A música se chama Lembranças. E não adianta: outra que é de fossa pra mim ( e não adianta vir com a versão intelectualizada da Ana Carolina - Quem de nós dois) é A minha história, com o José Augusto. Fala sério... "porque eu conheço esse sorriso, meio sem juízo. Uma vez esse sorriso me abriu o paraíso. (...) Mas olha nos meus olhos quando eu digo 'será que a gente pode ser amigo?' Mas conviver sem ter engano? Por que um amigo eu perdoo, mas você, eu não...  (...) Apesar de tudo o que você me faz, eu não te esqueço e sem querer, te quero mais" ... Cara... dá pra se jogar da Torre!


Você se lembra do Ovelha? Sem você não viverei? Nesse clip, o Ovelha está cantando na festa do Márcio, do Trio Los Angeles. Aliás, e o Trio Los Angeles? Não te lembra nada? Um cara que dançava com duas garotas e só ele cantava? Então, vai aí um vídeozinho de uma medley pra você se lembrar...


Então, passando para músicas tristes... Barros de Alencar vai dar um fora na mulher e pede que ela não chore (?). Diz que é o último café juntos, a última vez que vão se ver e que quer guarda um sorriso como lembrança. E o papo: o amor tem que ser alimentado todos os dias com pequenas coisas... e o fundo da música é um coralzinho (claro!), a mulher chorando e o tilintar da xícara. E de repente, a mulher comça: eu te amo, eu te quero. E ele, sem a menor emoção: você se acostumou. Trouxa, ele tem outra. Se liga! Pra ter certeza, ouça: prometemos não chorar. A vingança é que na outra música, apenas três minutos, ele leva um fora 'felo'menal! Liga de um orelhão, fica três minutos (lembra da ficha de orelhão?) falando sem parar. a mulher não abre a boca. Quando ela se digna a responder, a ligação cai. E ele estava no orelhão. Hahaha! A coitadinha que levou o fora na primeira música foi vingada!


E voltando para loiros/as: como diria Chacrinha: Adrianaaaaaaaaaaa! O grudento Te amar é tão bom, tãão bom de I love you, baby. E a roupicha no Globo de Ouro ao vivo cantando pra sempre vou te amar.  Menos loiro, mas grudento na música: Markinhos Moura - Meu Mel.


É... a lista é grande. Mas são boas lembranças. Divirtam-se


-e-

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Vamos falar de brega?

Então. Diz-se que música brega é igual a mortadela: todo mundo gosta, mas ninguém tem coragem de admitir. Tenho em casa algumas pérolas do brega, músicas que levantam o humor em qualquer horário. Algumas são trágicas ao extremo, outras são melosérrimas. Todas têm em comum (ainda não me adaptei à reforma ortográfica) imagens batidas, coraizinhos enjoativos, letras 'inacreditáveis' - daquelas que você lê e fala em voz alta: FALA SÉRIO! Escolhi algumas preciosidades, que vou postar o link para o devido clip no youtube, com alguns comentários (ácidos, né?) quando pertinente. Depois eu retorno a esse tópico tão delicioso quanto falar mal da vida alheia.

Existe alguém que se reinventou do brega: Sidney Magal. Saiu do brega e está de volta, repaginado, com clip na MTV, celebrado por Pedra Letícia, tocado em festas e tudo mais. Claro que, não com a mesma forma. Então, só pra mostrar a evolução, dedique um tempo a mais no clip de TENHO, que vem com a versão antes (70s) e depois (atual), pra considerar como o tempo pode ser algo muito bom (viva Johnnie Walker Black Label!)
(para ver o clip, click no verde limão, cor clássica da época!)

Comecemos com a Rosana. Ela não é mais brega que ninguém nessa lista (lembre-se, minha opinião). Mas, Amor e o poder foi um clássico. E o clip, mais ainda. Observe: "aqui nesse lugar, não há rainha ou rei. Há uma mulher e um homem trocando sonhos fora da lei". Imagine sua professora de português colocando esta frase e pedindo para discorrer sobre o assunto? Boa sorte!!!! O 'legal' do clip é a alternância de branco e preto nas roupas, a mãozinha na frente do rosto toda hora, os closes de rosto - e aí, os detalhes: o franjão (que era moda!) e a sobrancelha grossa (de novo, moda), o bustiê de lamê (se não sabe o que é, assista, que você vai descobrir) e os modelitos. Sim, e as unhas - longuérrimas e... redondas!!!! E o pior... tem gente que não saiu dessa época ainda!


Continuando nas mulheres, há outra sobrevivente... Gretchen. Embora ela não cante nada (não achei letras pra postar), ela tem estado nas paradas - e nos programas televisivos. Nesta medley, ela está com muita roupa, e canta seus maiores sucessos, no programa do Sérgio Mallandro.


 Jane e Herondy eram vistos como um casal de ouro nos anos 70 e gravaram mais de 50 discos, segundo a Wikipedia. Ficaram casados por 33 anos.Cantar  Não se vá não adiantou muito - agora estão separados, embora continuem amigos. Têm uma filha que em breve estará cantando.


O clip sempre ajuda na divulgação de uma música. Veja esse, por exemplo: Bilú Tetéia. Olha como o cabelo do Márcio Ívens arrasa! O terno! E como a corda do microfone (aliás, o microfone fininho!) dão um charme à música!!!! Aliás, você já conhecia o Márcio Ívens antes disso? Mas talvez até já tivesse ouvido Bilú Tetéia (com o Sérgio Mallandro????)


Você já ouviu falar em toca-fitas? Bom, antes do CD, havia um dispositivo, pré-histórico para se gravar músicas chamado fita K-7, que eram ouvidas em toca-fitas. E esse cara, o Bartô Galeno, esstava numa tremenda dor de cotovelo, dirigindo, fumando, ouvindo música, abrindo o porta luva e mexendo em lencinho sujo (eca) e ... é essa a letra da música. O nome do sucesso? No toca fitas do meu carro. Veja com carinho a gola e os punhos da blusa sobre o blazer. E, claro, a combinação verde e azul.


Ficou com fome? Experimente ouvir Farofa fa fa. E a capa do disco vale mais do que mil palavras!


E agora.... O homem, o mito, a lenda! Sidney Magal!!!!!!
Não vou postar Sandra Rosa Madalena. Muito melhor o drama: Se te agarro com outro te mato - te mando algumas flores e depois escapo! Esse clip é ótimo! Não há tristeza que resista!!!! Outro que vale a pena é Tenho. Prestenção: Tenho um mundo que é cor-de-rosa, de coisas maravilhosas que tanto sonhavas ter... E tem uma parte que ele solta um FILIZES. E nas duas versões... O bom é esperar aparecer! E para fechar... O meu sangue ferve por você! Esse clip está meio em clima de filme noir, mas o refrão é impagável. Merece qualquer festa que você está um pouquinho acima do limite permitido pelo Detran!



'Toda minha vida, eu te procurei
Hoje, sou feliz, com você que é tudo que sonhei.
Oh, eu te amo,
Oh, eu te amo, meu amor
Oh, eu te amo. 
E o meu sangue ferve por você!

Oooohhhh!


Um abraço,


-e-

Para o Pequeno Príncipe (ou sobre como as chantagens emocionais entram no inconsciente coletivo feminino)

Li esse texto da Fernanda Young, na revista Cláudia, há algum tempo. Quero deixá-lo para reflexão.
Leia sem pré-conceito.

Para o Pequeno Príncipe


     Nossa, há quanto tempo... Como vão as coisas no seu pequeno planeta? Aqui, no meu, andam imensamente estranhas – muito baobá para pouca flor, se é que você entende meus simbolismos.

Quem sempre fala de você é aquela ex-miss que vivia chorando por sua causa, lembra? Ela me contou da sua amizade com a Raposa.
Príncipe, como você é meu amigo de infância, não posso deixar de alertá-lo. Cuidado com a Raposa. Ela parece uma coisa, mas é outra. Faz-se de fofa e é uma cobra, uma chantagista.
Quando a conheci, ela disse que não podia conversar comigo, pois não sabia quem eu era. “A gente só conhece bem as coisas que cativou”, ela falou, toda insinuante.
Respondi que, se nós duas nos cativássemos, ela ficaria triste quando eu fosse embora. Foi quando saquei que ela queria ter um cacho comigo, pois a Raposa pegou no meu cabelo – eu estava loira na época – e disse que tudo bem, porque ela olharia os campos de trigo e se lembraria de mim.
Marcamos um encontro para o dia seguinte, às 4. E ela me pediu para chegar às 4 em ponto, dessa forma ela ficaria feliz desde as 3 somente por esperar o momento do nosso encontro. Achei estranho, mas pensei que fosse charme. Não era.
Cheguei 15 minutos atrasada e a Raposa surtou. Falou que nós somos eternamente responsáveis por aquilo que cativamos. E perguntou para mim, olhando diretamente nos meus olhos, se eu tinha consciência de que “perder tempo” com o outro é o que faz essa história importante.
Percebeu o tom de chantagem? Ela joga na cara tudo o que faz em nome do outro. Ela deseja afeto, mas o quer como uma responsabilidade de mão única. Porém, também somos responsáveis quando nos deixamos cativar – relacionamentos são vias de mão dupla.
A Raposa exige a certeza de um compromisso com hora marcada, impondo regras à troca afetiva. As regras dela, claro, já que ela quer todo o afeto a favor de seu bem-estar. Chega a ponto de dizer que será feliz porque você virá. Como se a felicidade fosse algo condicionado ao outro, à espera do outro, ao encontro com o outro.
Veja que coisa infantil. São as crianças que precisam de horários certinhos e de associar suas emoções às pessoas com quem se relacionam. Sentindo prazer ou desprazer diante da ausência ou presença da mãe ou do pai ou de quem quer que seja. Na criança, ainda não há um universo interior, entendeu? Quando nós crescemos, temos de conseguir ver o mundo através das próprias perspectivas. Enxergar a beleza de um trigal sem nos lembrar de ninguém.
A Raposa, como uma criança assustada, quer que aqueles que a amam estejam com ela na hora em que ela deseja. Achando que eles são “responsáveis” pela felicidade dela. Ou seja, o outro lhe deve algo por tê-la cativado.
Desde esse dia, não falo mais com ela. E aconselho você a fazer o mesmo. Ela não é flor que se cheire.

Saudades distantes,


Fernanda Young



Fernanda Young é escritora, roteirista e apresentadora de TV

(Não consegui achar a edição da revista na qual saiu o texto. Fico devendo)

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Convites de casamento diferentes.

Um dos meus melhores amigos (hmmm, meu melhor amigo) vai se casar em breve, e eu tenho palpitado um muito, para enlouquecimento dele. Pesquisando convites de casamento diferentes é que encontrei o blog 'não somos apenas rostinhos bonitos". A postagem me deixou rindo por dias. O link é esse: Convites de casamento bem diferentes

Pra quem faltou as aulas de inglês, vou colocar meus favoritos, com tradução:



Você infelizmente está convidado para o casamento do meu filho perfeito, o doutor, e uma vagabunda barata qualquer, cujo nome não me recordo no momento. O maior desastre na história da minha família acontecerá às 21h do sábado, 8 de setembro, e sem dúvida acabará em divórcio. Esperançosamente, ainda haverá tempo para se conseguir a anulação. A extremamente dolorosa e desapontante cerimônia será seguida por jantar, onde serão servidas nozes porque a talzinha é alérgica a essas.




Precisa espalhar que é noite de estréia? Alguém acredita???




Esse é fera! É o Caixão... Será que é porque a liberdade morre???



Alguém já brincou de 'jogo do copo que anda'? Essa é a versão americana. E o convite se chama: Até que a morte nos separe...

Agora, o melhor... o bolo!






















Gostou? Noiva sanguinária, noivos bêbados, noiva carregando noivo bêbado, noivo fugindo, convidados que vão literalmente comer a noiva, bolo de sushi, bolo playstation...


Não é por falta de sugestão que o seu casamento não vai sair!!!

A estranha arte de namorar (e manter o namorado!!!)

   Há 16 anos, vesti branco pela 1ª vez no curso de medicina. Fomos ao HFA (Hospital das Forças Armadas) para acompanhar alguns exames de pneumologia. Foi o dia que comecei um namoro que durou quase um ano. Com altos e baixos, que passou pelo início da fase de hospital dele, pela morte do meu avô,  mas que não durou muito além disso. Antes do dia dos namorados já havia tido uma crise - engraçado, nem me lembro mais porquê. Mas me lembro de uma música que tocava no dia em que começamos a namorar. É do 10 CC e se chama "I'm not in love": Não estou apaixonada, então não se esqueça que esta é apenas uma fase boba que estou passando. E só porque eu te liguei, não me leve a mal, não pense que você me conquistou. O fim foi tão fim, que no dia que terminamos - que era uma tarde de folga, dia que eu ia para a biblioteca fazer tarefas - encontrei uma amiga, que perguntou como tinha sido o almoço. Respondi que tinha sido normal e que no fim eu e o dito havíamos terminado. Ela arregalou os olhos e perguntou se eu queria conversar, se eu estava bem. Falei que, na verdade, estava era com a matéria de patologia atrasada, abri o livro e comecei a estudar.

   Essa era a eu antiga. No começo, sempre era a paixão. No fim, o tédio. Alguém muito infantil. Com o tempo, amadureci. E agora... Nada. Nothing.
   Há algum tempo, tive um namoro que foi o ápice da paixão, mas que eu conscientemente não amava. Nem por isso, deixei de sentir muito o fim. Como sentir tanto por algo que se sabia que não era real? Simples: eu sempre quis me convencer que era real.

  Ah! Achou que hoje só ia haver um trechinho de música? Enganei você! Encontrei essa música ontem. Essa música é meio parecida com umas coisas que eu vivi. Acho que por isso ela me chamou tanto a atenção. Leia
primeiro mais uma macarronagem de Ester e depois eu conto os detalhes.


Look for the woman


Procurando a mulher


Hoje há um peso sobre mim, 
Algo que preciso dizer:
Amo-a demais para deixá-la, mas não gosto de você o suficiente para ficar.

Minha cabeça está uma bagunça
E estou estressado,
Mas penso que isso é apenas um teste na busca pela felicidade
E que o resto da bagunça é algo a que devo me adaptar,
Apesar de estar de "saco cheio".

E não quero parecer tão maldoso
Só estou tentanto olhar para mim mesmo enquanto escrevo minhas emoções.
À noite, todas as coisas que evito acabam por se manisfestar
E o triste fato é que me cansei de você.

O amor é uma coisa estranha, não é?
Não há como explicá-lo.
Mas juro que assim como existe a dor de também existir a alegria
Mas nós mantemos um nível de lugar comum que tem me entorpercido.

Sempre me pergunto se eu sentiria a sua falta e se teria a necessidade de beijá-la,
Se isso machucaria este coração que agora se sente sem uso,
E se tal problema seria grande o bastante para ser ignorado
Caso eu abandonasse você.

O mais provável é que eu desmorone e que meu coração convulsione
E meu peito se magoe no instante que eu me afastar.
Quero voltar ao começo,
Mas, novamente, talvez eu apenas me sinta como novo
Talvez queira colocar minha vida nos eixos
E começar a focar meu ataque em todas as coisas que faltam na minha vida,
E recuperar com todas as forças minha paixão
Ao invés de viver como um mercenário:
meio comprometido, meio livre.
Não tenho nada a perder.

Hoje há um peso sobre mim,
Algo que preciso dizer:
Amo-a demais para deixá-la, mas não gosto de você o suficiente para ficar.

Acho que ultimamente tive tempo suficiente para pensar e, sim, bebi, pra caramba.
Quando papel e caneta se encontram,
Pensar demais é o que vai discretamente rachando minha armadura.
É proposital.
E porque sempre eu fui assim, sempre questionador de cada dia e de cada súplica feita,
Talvez descansar minha cabeça ocupada me prove, ao achar os problemas e as razões,
Que tudo pode não ser verdadeiro.

Entenda, nós nos conhecemos muito jovens,
Antes que nossas verdadeirs vidas começassem.
As flores não crescem como uma só,
Cada uma encontra seu próprio caminho em direção ao sol.
E foi exatamente assim conosco.
Nós crescemos separadamente.
E por muitas razões isso tem sido um problema no momento,
E essa compreensão... Eu gostaria que eu pudesse evitá-la.
Mas eu cheguei à conclusão que o amor é tudo o que temos em comum,
E lá no fundo você sabe que é verdade.

Então, certamente você sabe que ainda estou apaixonado por você
O que significa que há algo que podemos fazer...
Para ajudar-nos a buscar um novo posto de vista em como este distanciamento entre nós cresceu

De modo que hoje existe um peso sobre mim
E eu odeio ter que partir.
Mas não acredito em destino e a situação entre nós dois não é tão maravilhosa como você pode ver.
Então, continuarei tentando compreender.

Hoje existe um peso sobre mim,
Algo que preciso dizer;
Amo-a a demais pra deixá-la, mas não gosto de você o suficiente para ficar.


Agora, vem a melhor parte. Você acha que essa música é de algum cantor antigo, romântico, flamenco, espanhol, erudito (tá, alguma velharia que eu escuto)???? Não!!! É de uma dupla de hip-hop (isso mesmo!) chamada dan le sac Vs Scroobius Pip. Os dois caras se chamam Daniel (Daniel Stephens e Daniel Peter Meads), são ingleses e combinam batidas eletrônicas com falas. O estilo deles varia, na verdade, entre Hip-Hop, Electro, Electronica, Pop e Drum & Bass.
Aí vai a foto dos 'gatinhos' - na ordem- e o link da música.